DICAS PARA ECONOMIZAR O CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Em uma época onde o preço do combustível sobe a cada semana, para não dizer a cada par de dias, entender o porquê da variação do consumo não só ajuda a economizar nas finanças, mas também pode significar felicidade de não ficar parado no meio do caminho, vítima de pane seca.

Não há nenhum mistério sobre o fator que mais incide na autonomia de qualquer veículo: o uso exagerado do acelerador. Mas existem outras coisas que podem ocasionar o excesso de consumo. Abaixo, listamos cinco exemplos de inimigos dos muitos quilômetros rodados com um litro.

  1. Pneus descalibrados: além de causarem o aumento de consumo – um pneu mais vazio do que o recomendado exige mais energia do motor – descuidar da pressão altera a dirigibilidade e coloca em risco a segurança.
  2. Rotações altas: sua moto pode até ter um ronco maravilhoso, mas o hábito de levar as rotações às alturas sempre sai caro. Acelerar parado ou retardar troca de marcha sem necessidade, fazendo o motor girar em alta rotação inutilmente, pode alegrar seu ouvido, mas certamente maltratará seu bolso.
  3. Falta de lubrificação: a maior parte das motocicletas usa sistema de transmissão final por corrente. Lubrificá-lo com frequência não só aumenta a vida útil da corrente, coroa e pinhão, como exige menor energia do motor para movimentar a roda traseira, resultando obviamente em economia de combustível.
  4. Carga: levar peso inútil nunca é uma boa ideia. Os práticos baús, assim como os compartimentos de carga que existem em algumas motos e scooters, não devem ser usados como depósito de tralhas. Limite o peso ao mínimo indispensável e, caso o baú seja facilmente removível (e você tenha algum lugar seguro para deixá-lo), lembre-se que ele próprio, mesmo vazio, pesa bastante – além de prejudicar a aerodinâmica da moto -, o que também eleva o consumo de combustível.
  5. Troca de marchas: não basta apenas evitar “esticar” as marchas. É necessário também aprender qual o momento certo para passá-las, conciliando a menor abertura possível do acelerador com a rotação adequada à velocidade desejada. O motor não pode sofrer, coisa que ocorre quando exageramos usando marchas altas em baixas rotações (sinais característicos são os trancos na transmissão). Use sua sensibilidade para “sentir” qual a marcha certa – e a rotação mínima – para cada situação.

 

Sempre é possível melhorar

Mesmo sendo a maioria das motocicletas reconhecidamente veículos econômicos, é sempre possível melhorar seu rendimento quilométrico obtido com cada litro de combustível.

Muitas motocicletas atualmente são equipadas com computadores de bordo que permitem uma rápida conferência do consumo, seja ele o médio (a partir da última vez que o equipamento foi zerado) ou o instantâneo.

Nas motos que não são dotadas de tal equipamento, vale fazer o velho e bom procedimento: registrar a quilometragem (ou zerar o hodômetro parcial, quando houver), encher o tanque e, na ocasião do abastecimento sucessivo, calcular o número de quilômetros rodados indicados no hodômetro pelos litros registrados pela bomba.

Fazer isso com frequência ajuda não só a ter uma melhor noção de como diferentes tipos de trajeto ou modos de pilotagem interferem no consumo, mas também contribuem para o bolso e o meio-ambiente. Quer motivos melhores que esses?