PNEUS: QUANDO TROCAR? COMO ESCOLHER?

PNEUS: QUANDO TROCAR? COMO ESCOLHER?

Os pneus são um dos componentes fundamentais da motocicleta e sofrem desgastes constantes, já que estão permanentemente em contato com o solo. Apesar disso, nem sempre recebem a atenção e os cuidados adequados. Calibragem, produtos e tipo de superfície são alguns dos exemplos que influenciam na durabilidade e segurança proporcionada pelos pneus.

Na hora de comprar é importante observar se as especificações técnicas do pneu respeitam as orientações da motocicleta, por isso é importante consultar o manual do veículo. Também é imprescindível verificar a qualidade dos pneus, o tipo e a marca, sempre de acordo com os requisitos do modelo original. A escolha de pneus também deve ser baseada no tipo de utilização.

A calibragem é outro fator que interfere diretamente na segurança e desempenho do veículo e, por siso, exige muita atenção. Com pneus cheios demais, a moto fica dura, instável. Com pneus vazios, ela fica pesada e há um aumento no desgaste. O valor correto de calibragem é indicado no manual, mas na maioria das motos o pneu traseiro deve ter duas libras a mais, já que a concentração de peso e tração está ligada diretamente à roda traseira.

O motociclista deve verificar a calibragem dos pneus uma vez por semana para evitar problemas como a falta de aderência e o desbalanceamento. Condições de uso, transporte de cargas pesadas e/ou garupa também devem ser levados em conta no momento de encher os pneus.

Hora da troca

O desgaste sofrido pelos pneus pode fazer com que fiquem “carecas” e atenção aos sulcos é essencial. O pneu deve ser trocado sempre que chegar à marca do TWI, que é uma indicação criada pelos fabricantes para facilitar a confirmação do momento de trocá-los. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator e pode ser traduzida como indicador de desgaste da banda de rodagem.

O TWI está localizado na lateral do pneu como um símbolo (uma seta, por exemplo) ou mesmo como o logotipo do fabricante. Na direção da indicação há, no sulco, uma elevação em borracha, um filete. Quando esse filete fica aparente, é necessário trocar de pneu.

Mas o TWI só é parâmetro se o pneu estiver em perfeito estado, sem cortes, bolhas ou desgastes irregulares. Em qualquer uma dessas situações, mesmo que a marca do TWI não esteja aparente, é preciso um pneu novo.

Também é importante saber que pela legislação brasileira, o sulco do pneu de motocicleta deve ter, no mínimo, um milímetro. Abaixo disso, além de estar mais propenso a sofrer acidentes, o motociclista está sujeito a multa.

Lembre-se! Pilotar com pneus muito gastos é extremamente perigoso. O desgaste causa o fim da borracha e, na hora que precisar frear, a moto não vai parar. Os pneus se tornam muito escorregadios nas curvas e há o risco eminente de furar.

 

Foto: Uros Modlic
COMO ESCOLHER O CAPACETE IDEAL

COMO ESCOLHER O CAPACETE IDEAL

O capacete é, sem dúvidas, um dos itens mais importantes para os motociclistas. Por isso, escolher o capacete ideal não significa comprar o mais bonito, mas sim o mais seguro e confortável. Para que a compra seja certeira, é preciso se atentar a alguns detalhes. Listamos alguns deles abaixo, confira:

  1. Tamanho

Para ser efetivamente seguro e confortável, o capacete deve se ajustar bem à cabeça do motociclista. Para saber o seu tamanho, passe uma fita métrica em volta da cabeça, na altura da testa.

A parte posterior do capacete deve ficar bem junta ao pescoço e a parte anterior à testa, o ideal é que não dê para passar o polegar entre o capacete e a cabeça. É importante que você experimente pelo menos dois tamanhos para encontrar aquele que melhor se ajusta.

  1. Forro

O forro interno do capacete deve ser confortável, absorver bem o suor e ter uma boa capacidade de respiração. Prefira os capacetes com forros removíveis, assim, ele poderá ser facilmente lavado.

  1. Viseira

Prefira as viseiras com tratamento antirrisco, pois elas têm durabilidade maior. Além disso, verifique se é possível substituí-la, o que ajuda a mantê-la sempre em perfeitas condições, sem rachaduras ou arranhões que atrapalhem a visão.

  1. Ventilação

O sistema de ventilação é importante para manter o capacete arejado e para evitar que a viseira fique embaçada.

  1. Uso de óculos

É importante notar se o capacete permite utilizar confortavelmente seus óculos de sol ou de grau. Caso o capacete não possua viseira, é obrigatório o uso de óculos de proteção, que permitam o uso simultâneo de óculos comuns.

  1. Troca

Os fabricantes recomendam a substituição do capacete depois de três anos de sua compra e cinco anos depois da fabricação. Decorridos esses tempos, a fadiga natural dos materiais que o compõem pode comprometer o poder de absorção de impacto e, consequentemente, a segurança do usuário.

  1. Acidente

Se o capacete sofrer uma pancada pode haver uma compressão interna que comprometerá a sua capacidade para absorver choques quando necessário. Por isso, troque o acessório que tenha sofrido uma pancada ou acidente, mesmo que tudo pareça normal no exterior e não haja percepção visual de danos.

  1. Não compre capacetes usados

Ele pode ter sofrido pancadas ou acidentes e você não terá a percepção do dano.

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COMO ESCOLHER A LUVA IDEAL?

Just Rider-01Como escolher a luva ideal?

A preocupação com a segurança ao pilotar uma moto tem feito aumentar consideravelmente o número de motociclistas que utilizam capacetes de qualidade, jaquetas e calças de proteção. Mas, muitos ainda se esquecem de um importante item: as luvas!

Apesar de ser ignorada por diversas vezes, as luvas estão em segundo lugar na escala de importância, logo atrás do capacete.

Por ser uma região com movimentos delicados e de muita flexibilidade, um grave dano nas mãos e dedos se torna de difícil recuperação a ponto de provocar sequelas irreversíveis.

Além de questões de segurança, outro motivo para usar as luvas é o conforto. Sem elas, rapidamente o motociclista ganhará calos nas palmas das mãos e dedos.

É por isso que hoje viemos lhe dar algumas dicas de como escolher a luva ideal:

Costura: é ideal ter costura dupla. Esses modelos são mais resistentes no caso de abrasão.

Ventilação: alguns modelos possuem entradas de ar na parte de cima dos dedos. Isso ajuda muito em regiões mais quentes ou no verão.

Fechos: luvas de couro e cano longo, normalmente têm dois fechos de velcro. O maior serve para ajustar o cano no diâmetro do casaco e o segundo é uma tira que serve para segurar as luvas nas mãos. Ela é muito importante pois impede que a luva caia em caso de abrasão no asfalto.

Conforto: escolha uma luva que permita flexibilidade nas mãos e não comprometa a sensibilidade dos dedos. Luvas específicas de motovelocidade possuem uma ligação que prende o dedo mínimo ao anelar, isso é para evitar uma lesão no dedinho, já que ele é o mais frágil de todos.

Proteções: verifique se a luva possui proteção na palma da mão, na parte superior e nos dedos.

O segundo passo é determinar o tipo de uso. Que podem ser basicamente estes:

Urbano/fora-de-estrada: quem roda quase exclusivamente na cidade pode escolher uma luva curta e de tecido. Elas oferecem boa margem de proteção com a vantagem de serem ventiladas.

Estrada: para mais conforto o ideal é uma luva de couro de cano longo. O cano da luva deve ficar por cima do punho do casaco para evitar que o vento entre pela manga!

Competição/esportiva: para quem usa motos de alto desempenho ou costuma praticar track-days em autódromos, a luva deve ser a mais profissional possível, com costura dupla, proteções de material sólido no punho e por cima dos dedos. Não são baratas, mas custam bem menos do que enfrentar um acidente!

DICAS PARA MOTOCICLISTAS INICIANTES

Just Rider-01DICAS PARA MOTOCICLISTAS INICIANTES

A inexperiência tem prazo de validade curto. Quanto mais você pratica, mais você aprende, e pilotar uma motocicleta não foge a esta regra. Acumular quilômetros rodados te dará cada vez mais capacidade de dominar o veículo de maneira automática e segura, quase como se fosse uma extensão de seu corpo. Porém, para facilitar a vida dos que estão começando, vamos dar alguns conselhos importantes:

1 – POSICIONAMENTO AO GUIDÃO

No começo, o nervosismo pode resultar em uma postura de pilotagem excessivamente rígida, o que não ajudará em nada a condução. Tente assumir uma posição natural ao guidão – isto já é meio caminho andado para pilotar bem.

Motos também exigem uma boa dose de energia física para serem conduzidas. Então, manter ambos joelhos pressionando levemente o tanque e segurar o guidão com firmeza (mas sem exagero) é o ideal para fazer com que moto e condutor formem um conjunto único.

2 – USE O EQUIPAMENTO CERTO

A lei obriga a usar capacete. O bom senso manda usar jaquetas, calças, luvas e botas. Mas você deve encontrar o equipamento ideal para você e para as suas condições de pilotagem. Pense muito na sua segurança, mas também lembre-se do conforto.

3 – SAIBA FREAR

Para aprender os segredos de como frear bem, procure uma rua tranquila, um pátio de estacionamento vazio ou qualquer lugar onde você esteja seguro para repetir frenagens em baixa velocidade, alternando o uso dos freios dianteiro e traseiro até entender como cada um atua.

4 – CUIDE DOS PNEUS

Motocicletas em movimento têm apenas duas pequenas áreas de contato com o solo, os pneus. Por isso, é muito importante cuidar bem deles. Pneus de má qualidade ou desgastados afetam de maneira brutal a dirigibilidade. Escolher marcas boas e não alterar as medidas recomendadas são as regras a serem seguidas.

Outra atitude obrigatória é respeitar a recomendação estabelecida pelo fabricante para a pressão, lembrando sempre que a medida correta será sempre obtida com os pneus frios, uma vez que o natural aquecimento devido ao atrito com a pavimentação altera a medição.

Uma pressão abaixo da especificada pelo fabricante deixa as respostas da motocicleta mais lentas, aumenta o consumo tanto de pneus quanto do combustível e, em casos mais graves, pode provocar danos às carcaças dos pneus, comprometendo a segurança. A pressão excessiva torna a moto arisca demais, instável na transposição de qualquer defeito do pavimento, e diminui ainda mais a já pequena área de contato com o solo.

5 – APRENDA A ESTACIONAR

Aprender a estacionar sua motocicleta de maneira correta pode evitar problemas e cenas constrangedoras. Quando o piso é plano e regular, sem degraus ou imperfeições, não há muito segredo. Seja com o cavalete lateral ou com o central, o sucesso da operação é quase sempre garantido. Porém, nem sempre a fresta que você achar para estacionar terá um piso perfeito.

Regra número um é jamais estacionar sua moto em uma via íngreme com a roda dianteira embicada no meio-fio, uma vez que, na hora que você precisar sair, empurrar a moto para trás pode resultar em uma tarefa impossível.

Outra arapuca na qual os motociclistas inexperientes caem com frequência é não prestar atenção na inclinação da via e escolher estacionar de maneira tal que o cavalete lateral não consiga deixar a moto em um ângulo estável. Tanto muito em pé quanto muito deitada resulta em problemas. No primeiro caso, qualquer esbarrão pode derrubá-la; no segundo, ela ficará inclinada demais exigindo força exagerada para ser colocada em posição de partida.

Uma dica importante nesses estacionamentos em locais íngremes é deixar a primeira marcha engatada, o que funcionará como um freio de estacionamento. Já quanto a usar o cavalete central, a regra é simples: nas ruas íngremes a roda dianteira deve estar apontada para a parte mais elevada da via, mas não de modo a tornar a tarefa de tirá-la do cavalete algo impossível.

6 – LEMBRE-SE DAS TRAVAS E CAVALETE

É mais comum do que se imagina que a pressa e a distração acabem provocando pequenos acidentes que podem ter consequências nem tão pequenas assim. Nos referimos ao eventual esquecimento de recolher o cavalete lateral ao sair ou deixar de retirar travas antifurto.

Tanto em um como em outro caso, o dano pode ser apenas material, com um arranhão cá ou uma entortada lá, mas às vezes um cavalete esquecido aberto pode fazer com que você perca o controle de sua moto em uma curva. Como evitar isso? Sendo atento e criando rituais que você deve incorporar ao seu dia a dia no guidão.

7 – SEMPRE SINALIZE

Usar o pisca é fundamental não só para a segurança do motociclista como também dos outros usuários da via, sejam eles outros condutores de veículos ou pedestres. Seja para uma simples mudança de faixa em uma avenida, para entrar em uma via transversal ou fazer uma conversão, sempre utilize o pisca. Do mesmo modo que você deve se acostumar a usá-lo com frequência, deve habituar-se a desligá-lo, uma vez que apenas algumas motos – todas elas grandes e caras – possuem sistemas de desarme automático como nos automóveis.

8 – SEJA VISTO

Dar preferência a trajes de cores chamativas é algo que ajuda muito a segurança do motociclista. Caso prefira jaquetas de cores escuras, avalie com carinho o uso de coletes ou ao menos as faixas de material refletivo, que vão fazer te deixar visível quando o farol de outros veículos apontar para você.

Outro fator fundamental da segurança do motociclista é jamais descuidar das lâmpadas: infelizmente a maioria das motocicletas ainda usa uma só lâmpada na lanterna traseira, e quando queima, a escuridão é total. Ter lâmpadas reserva e saber como fazer troca é um dever. O mesmo vale para as lâmpadas de pisca-pisca e de farol.

9 – “LEIA” O PAVIMENTO

Um motociclista iniciante tem como tarefa aprender a “ler” o chão à sua frente e saber se comportar ao guidão conforme o caso. No asfalto liso e seco não há problemas. Porém, asfalto brilhando demais faz a moto reagir de um jeito, asfalto claro demais, de outro, rugoso demais, outro ainda. E o que dizer dos pisos de paralelepípedo, bloquete, das “estradas de chão” ou de rodar nas cidades praianas onde areia solta é algo comum? Sair dessa sinuca de bico requer uma e uma só coisa: muita atenção! Olhar sempre para onde sua roda “pisará” é a lei para não se ver de pernas para o ar sem mais nem menos.

10 – POSICIONAMENTO NA PISTA

Motos são pequenas, rápidas e muitas vezes os outros usuários da via simplesmente não as veem. Por isso, busque posicionar-se de maneira muito visível.

Andando atrás de automóveis, evite os que tem vidros escurecidos, que te impeça de ver o que está à frente dele. Além disso, tente ficar em uma posição onde você enxergue nos espelhos retrovisores os olhos do motorista, pois se você está vendo os olhos dele, ele estará te vendo também.

Em estradas ou vias expressas, tente rodar a uma distância de pelo menos dois ou três “carros” do veículo à frente (12 a 15 metros). Quanto maior a velocidade, maior deve ser o espaço, garantindo a você tempo de reação em uma emergência.

Outra regra “de ouro” é rodar seguindo a trilha dos pneus do veículo à frente, especialmente em piso molhado. Ali haverá menos água, além de ser menor a chance de atropelar um objeto solto na estrada.

 

COMO ESCOLHER O CAPACETE IDEAL?

COMO ESCOLHER O CAPACETE IDEAL?

O uso do capacete é obrigatório por lei para quem anda de motocicleta (piloto e garupa), mas não basta colocá-lo na cabeça: é preciso saber escolher o modelo adequado e fazer uso correto do equipamento.

  • O primeiro passo é saber quais necessidades o capacete precisará atender, pois existem capacetes para cada tipo de condução.
  • Escolha o tamanho ideal do capacete. A medida da circunferência da cabeça é o número correto do capacete. Para ter a medida correta, passe a fita métrica logo acima das sobrancelhas, próximo a ponta superior das orelhas.
  • Certifique-se de que o capacete fique bem justo na cabeça. Ao usar o acessório, a tendência é que ele se alargue com o tempo. Por isso, evite comprar um capacete muito largo. A sensação de desconforto ao começar a utilizar o capacete é normal, mas logo ele tomará a forma da sua cabeça e ficará mais confortável;
  • Verifique a visão periférica. Ela é muito importante na pilotagem, porque você deve sempre olhar no espelho retrovisor e em alguém que está do seu lado.
  • Dê preferência aos capacetes com um bom sistema de ventilação. Além de garantir uma boa aerodinâmica, ele evita que a viseira fique embaçada e mantém o ar renovado no interior do acessório.

E lembre-se!

Após uma queda, caso você bata a cabeça no chão, o capacete deve ser trocado imediatamente, mesmo que aparentemente a queda não tenha causado nenhum dano estrutural.

Se o capacete estiver folgado na cabeça e o forro não tiver mais a mesma consistência de quando você o comprou, está na hora comprar um capacete novo!

O capacete salva vidas!

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