O QUE FAZ UMA MOTO DAR PROBLEMA

O QUE FAZ UMA MOTO DAR PROBLEMA

Se você ainda tem dúvidas sobre o que faz uma moto dar problema, saiba que eliminar alguns maus hábitos pode ser a solução para isso. Listamos 10 deles para que você não os cometa mais. Confira:

1) Ignorar o óleo

Não basta apenas trocar o óleo no prazo recomendado pelo fabricante. Motores de motocicletas, em geral, são mais exigidos que os de automóvel. Especialmente nos motores refrigerados a ar, o óleo tem dupla função, lubrificar e refrigerar o motor, o que torna vital prestar atenção nele.

E mais: nas motos o óleo do motor cumpre papel duplo, pois, ao contrário dos motores automobilísticos, que têm óleo de motor e óleo de câmbio, nas motos o óleo é um só. Rodar com óleo vencido é um grande pecado, assim como é grave o descuido do nível recomendado. Habituar-se a verificar se a quantidade está correta pela varetinha (ou pelo mais prático visor, que há em alguns modelos) deve ser um ritual frequente.

E se o óleo baixou? Opa, opa… Motores consomem óleo, mas isso deve ser algo mínimo (às vezes a quantidade admissível está indicada no manual da moto). Mas se o consumo do óleo se tornar alto procure saber a causa.

Observar o chão do lugar onde a moto fica estacionada em busca de manchas é o procedimento mais óbvio. Se há pingos, descubra de onde eles vêm. Se o motor não tiver sinais de vazamento evidentes, mas apenas locais úmidos, “babados” (nos quais frequentemente a fuligem adere e forma sujeirinha), o mecânico deve avaliar. Pode ser o caso de substituir juntas cansadas ou ver se tal perda não ocorre por conta de uma bem mais grave trinca no metal.

Grave mesmo será se a ponteira de escape estiver úmida e, quando o motor for acelerado, dela sair fumaça. Este é o sinal que está na hora de uma retífica, ou ao menos uma troca dos anéis e verificação da vedação das guias de válvulas.

2) Mão ‘colada’ na embreagem

Quanto menos a embreagem for usada, mais ela irá durar. E, por “usada”, entenda acionada. Parou no semáforo? Habitue-se a colocar o câmbio em ponto morto. Ficar com a mão apertando a alavanca de embreagem só se justifica se você souber que o sinal vai abrir rapidamente.

Outra coisa que prejudica a embreagem é usá-la para fazer a rotação do motor subir levemente, o que pode até ser necessário em algumas situações (sair em uma rampa muito íngreme ou passar por um obstáculo de maneira suave, evitando trancos na transmissão). Porém, o melhor mesmo é usar a embreagem o mínimo e aprender a dosar o acelerador de modo correto.

3) Pneus murchos

Tudo de ruim pode acontecer com pneus murchos: furam mais facilmente e, se um buraco for muito malvado, a carcaça pode ficar comprometida, se rompendo e obrigando você à crueldade que é ter que jogar fora um pneu com cara de novo, mas que não presta mais.

Outro dano que pneus com pressão abaixo da indicada acarretam diz respeito às rodas, que ficam mais vulneráveis a amassados ou, pior, quebras. Em pneus sem câmara a roda tem papel crítico, pois, se entortar e/ou amassar, facilitará a perda do ar. Assim, sempre que for sair com a moto dê uma passada de olhos nos pneus e respeite a calibragem recomendada pelo fabricante, verificando-a no mínimo uma vez por semana.

4) Amortecedor ‘eterno’

Alguns motociclistas acham que o amortecedor é eterno e jamais cogitam a troca. Eles vão se acostumando à perda da eficiência deste importante componente.

Na verdade, não importa se você anda devagar ou rápido ou se as ruas que você frequenta são bem pavimentadas ou não. Mais cedo ou mais tarde, será necessário trocar o amortecedor. Ou trocá-los, no caso de motos com um par de amortecedores na traseira.

Como o próprio nome diz, a função deles é amortecer: quando ficam velhos e perdem tal capacidade, causam em casos extremos trincas e até rupturas no chassi da moto, algo que definitivamente não é desejável. Na suspensão dianteira há necessidade de substituição do óleo e das molas internas. Quando? O modo mais fácil de verificar se a frente de sua moto está “cansada” é em frenagens mais fortes, pois nesta situação não deve nunca ocorrer o perigoso “fim de curso”, ou seja, a suspensão perder a função, pois chegou ao batente inferior.

5) Desligar o motor na descida

É o famoso barato que sai caro: na ânsia de economizar combustível, muitos simplesmente desligam o motor e percorrem longos trechos em descida. Por que não pode? Porque o motor para de funcionar, mas a transmissão, não. As engrenagens internas do câmbio continuam trabalhando, acionadas pela corrente, e a lubrificação interna nessa condição não conta com a necessária (em alguns modelos) pressão da bomba de óleo, pois o motor está desligado.

Outra variedade desse pão-durismo de graves consequências é deixar a moto deslizar estrada abaixo com a embreagem acionada e o motor em marcha-lenta. Nesse caso a bomba de óleo está funcionando, mas com pressão mínima, o que dá quase na mesma do que se o motor estivesse apagado 100%. E, além disso, neste caso, a embreagem acionada por longo período prejudica, como visto anteriormente, partes do sistema, principalmente a bucha da campana (em motos que a possuem).

6) Corrente frouxa e ressecada

A vida útil de uma corrente e seus parceiros, a coroa e o pinhão (conjunto chamado de transmissão secundária), depende fortemente do quanto você vai lubrificá-la.Não são componentes eternos, mas. especialmente a corrente, podem “viver” muito mais caso recebam frequentemente um spray lubrificante adequado a este fim. É um tipo de óleo que tem como característica aderir à superfície e não ser arremessado rumo à sua calça nova ou, pior, à de sua passageira pela força centrífuga, quando a moto entra em movimento.

E o planeta diz obrigado também, já que o lubrificante específico para correntes de transmissão usado no lugar do mais popular óleo queimado de motor é ecologicamente mais correto. Outra ação que aumenta a vida útil da transmissão secundária é manter a corrente na tensão correta, nem muito esticada, nem muito frouxa.

7) Caixa de direção folgada

Sensibilidade é preciso, mas não muita, para notar que a caixa de direção afrouxou. O mais evidente sintoma são barulhos vindos da região abaixo do guidão, que é mais fácil de perceber em ruas esburacadas. O que fazer? Aperto já. Sem o devido ajuste, o que seria apenas um pequeno probleminha solucionável por uma simples ação do seu mecânico e ferramenta apropriada se torna um custo mais alto, pois andar com a caixa folgada implicará na avaria dos rolamentos.

E, como saber se os rolamentos já estão ruins? Simples: levante a roda dianteira do chão (coloque a moto no cavalete central ou, caso não haja, peça a alguém para inclinar a moto no cavalete lateral o suficiente para você fazer o teste) e sinta se não há “calos” ao virar o guidão de um lado para o outro. Fazer isso em chão bem liso não é ideal, mas também funciona. Tão ruim quanto andar com a caixa de direção solta é andar com ela muito apertada, o que se nota pela dificuldade em girar o guidão. Neste caso, não só o rolamento sofre como a dirigibilidade fica prejudicada.

8) Rotação baixa ou alta demais

Forçar o motor não é, como muitos pensam, apenas “esticar as marchas”, usando-o em altas rotações por longos períodos. Rodar em rotações muito baixas é tão prejudicial quanto. Há motociclistas que têm preguiça de reduzir as marchas e deixam o motor cair de rotação exageradamente, um erro que se paga caro, pois isso reduz a durabilidade tanto quanto o oposto, ou seja, a rotação alta demais. O ideal é nunca abusar dos extremos.

9) Lavagem com jato de água

Lavar a moto? Sim, mas cuidado com as máquinas que lançam jato de água com pressão. Motores (mas também componentes de suspensão) têm retentores cá e lá, dispositivos nascidos para, como diz o próprio nome, reter seja o que for o caso, óleo ou outro tipo de líquido.

Acontece que eles foram bolados para resistir principalmente à pressão de dentro para fora, e, quando recebem um jato de água na direção oposta, adeus. Outra vítima frequente desses jatos d’água sob pressão são os adesivos, especialmente aqueles das partes plásticas. O segredo é não exagerar na proximidade do jato e evitar mirar em um só lugar por muito tempo.

10) Gasolina ‘batizada’

Escolher qualquer gasolina é mais do que arriscado. Nas motos com carburador, o efeito de uma gasolina “batizada” se percebe na hora: a moto falha, perde desempenho e, em caso extremo, deixa de funcionar.

Já nos modelos com injeção eletrônica o problema pode ser mascarado pelo sistema – mas uma dificuldade maior ao ligar o motor e, claro, perda de desempenho aliada a consumo elevado, dá bandeira que o combustível é ruim. E assim como nos automóveis, muitas das motos atuais têm suas bombas instaladas dentro do tanque e dependem de razoável quantidade de gasolina para funcionarem bem, evitando um superaquecimento.

DICAS DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO

DICAS DE SEGURANÇA NO TRÂNSITO

Enfrentar o trânsito sobre duas rodas nem sempre é fácil, principalmente nos grandes centros e cidades com ruas muito movimentadas. Por isso, separamos algumas dicas de segurança no trânsito, bem simples e fáceis, muitas delas já conhecidas, mas que devem ser sempre lembradas e adotadas no dia a dia de todos os motociclistas. Confira:

– Mantenha sempre o farol aceso, isso facilita que os demais motoristas percebam que você está se aproximando.

– Não ande entre ônibus e caminhões, os motoristas podem não perceber a sua presença em “pontos cegos”.

– Evite andar nas filas entre os carros, pois o guidão da moto pode bater no retrovisor de algum carro, podendo até causar algum acidente.

– A antena corta-pipa é necessária e você também pode escolher utilizar o protetor de pescoço X11 que irá evitar acidentes com cerol.

– Nunca passe sobre as chapas de aço que normalmente são usadas para tapar buracos, pois elas são escorregadias.

– Cuidado ao frear sobre a sinalização pintada, pois elas também são escorregadias.

– Use roupas de proteção, jaquetas, calças, luvas e botas, sempre que estiver em cima da moto. Opte por opções com refletivos para que você seja visto por outros motoristas durante a noite.

– Sinalize as manobras com antecedência.

– Diminua a velocidade em cruzamentos, mesmo que tenha preferência.

– Evite disputa com veículos maiores, pois o motociclista sempre fica mais exposto.

– Atenção! Se a pista estiver molhada, lembre-se que são necessários uma distância maior e mais tempo para frear.

– A viseira do capacete deve ser mantida fechada durante o trajeto e deve ser trocada sempre que estiver arranhada.

– Os retrovisores devem estar bem posicionados para aumentar o seu campo de visão.

– Evite ultrapassagem em curvas, faixas contínuas, subidas ou descidas, pontes ou durante a chuva/serração.

– Por fim, lembre-se de praticar sempre a direção defensiva a fim de evitar acidentes.

Seguindo essas dicas de maneira consciente e responsável, além de garantir mais segurança a sua vida, você evita colocar a vida de outras pessoas em risco. Faça do trânsito um lugar seguro!

COMO ESCOLHER A JAQUETA IDEAL PARA PILOTAR?

COMO ESCOLHER A JAQUETA IDEAL PARA PILOTAR?

Como escolher uma jaqueta para pilotar é uma dúvida muito comum entre os motociclistas. Em função da importância e da variação enorme de modelos disponíveis, com diferentes funcionalidades, é preciso pensar em alguns detalhes antes de escolher a sua. Uma boa escolha poderá acompanha-lo por anos, por isso, dedicar um tempo na pesquisa da jaqueta ideal é um investimento em segurança e conforto.

O material correto

Há, basicamente, dois tipos de materiais que são utilizados para a confecção de jaquetas para motociclistas: a cordura e o couro. O mais popular é a cordura, um material semelhante ao nylon, que é resistente, leve e flexível. Jaquetas deste material tendem a ser confortáveis e se adaptam a todo tipo de clima.

Muitas pessoas associam as motos às jaquetas de couro e ao estilo motociclista dos filmes. O couro não é um material ruim, de fato ele funciona muito bem em situações onde a resistência à abrasão (contra o asfalto, por exemplo) é necessária. No entanto, o fato de uma jaqueta ser de couro não a torna um bom equipamento de segurança.

Boas jaquetas são fabricadas com pontos de proteção e absorção de impacto em locais estratégicos, como no cotovelo, ombros e costas. Qualquer que seja o material da jaqueta que você deseja escolher, é importante que haja este tipo de proteção.

Conforto resulta em segurança

Um fator importante que nem sempre é considerado é o conforto da jaqueta. Pode parecer bobagem à primeira vista, mas o conforto é um fator que está diretamente ligado a segurança.

De nada adianta um modelo ser extremamente bem equipado, utilizando os melhores materiais, se tempos mais longos de uso se tornam cansativos e incômodos. A tendência é que uma jaqueta desconfortável torne a pilotagem mais propensa a acidentes, pois desvia a atenção do motociclista.

Fatores como o calor, a forração térmica e, até mesmo os bolsos também são relevantes na hora da escolha, pois são amenidades que ganham importância com o tempo de uso, e podem ser decisivos no que diferencia uma pilotagem tranquila de uma estressante e desconfortável.

E por último, mas não menos importante: experimente a jaqueta antes de compra-la para ter certeza da flexibilidade e liberdade dos movimentos enquanto vestido e verificar se ele está justo o suficiente para não deixar entrar ar e, assim, permitir uma condução com mais conforto.

DICAS PARA PRESERVAR OS PNEUS DA SUA MOTO

DICAS PARA PRESERVAR OS PNEUS DA SUA MOTO

Manter a manutenção dos pneus em dia faz parte dos cuidados essenciais para uma pilotagem segura. Confira algumas dicas que separamos para você preservar a vida útil dos pneus da sua motocicleta!

  1. SAIBA ESCOLHER

Nunca opte por modelos de medidas diferentes às sugeridas pelo fabricante da sua moto. Pneus diferentes do recomendado podem colocar sua segurança em risco e aumentar o consumo de combustível.

  1. MANUTENÇÃO PREVENTIVA

Faça a manutenção preventiva de toda a sua motocicleta. Peças como amortecedores, molas, freios, rolamentos e eixos afetam os pneus diretamente.

  1. CALIBRAGEM SEMANAL

Faça a calibragem dos pneus semanalmente, de acordo com a indicação do manual do fabricante da sua motocicleta.

  1. PRESSÃO CERTA

Cuidado se seus pneus costumam estar muito murchos! A baixa pressão aumenta o consumo de combustível, e nas frenagens mais bruscas, o composto pode até sair do aro.

  1. SUSPENSÃO

Procure alinhar a suspensão e balancear os pneus toda vez que o veículo sofrer impactos fortes, na troca dos pneus ou quando os pneus apresentarem desgastes irregulares.

COMO GASTAR MENOS COMBUSTÍVEL

COMO GASTAR MENOS COMBUSTÍVEL

Rodar de moto todos os dias exige bastante do bolso quando o assunto é gasto com combustível. Levar em conta algumas recomendações sobre como diminuir o consumo da sua moto no dia a dia pode valer muito à pena.

Entre as práticas que podem ser adotadas é importante observar 3 fatores: o estilo de pilotagem, o objetivo ao usar a moto e o modelo da motocicleta.

O modo como o motociclista troca marcha pode acabar induzindo mais consumo: Trocas exageradamente fora do tempo causam gasto de energia desnecessária. O ponto morto também ajuda muito no desperdício de combustível, por isso, em descidas, deixe a moto engrenada.

Ao usar a motocicleta, a prática de esquentar o motor também não traz benefícios. As motos geralmente já possuem injeção direta e esse hábito pode esgotar a reserva de combustível sem aviso.

Outra prática a se evitar é acelerar a moto parada. Além de gastar gasolina, ela pode diminuir a vida útil do motor.

Por último, a calibragem do pneu tem papel fundamental na economia de combustível. A pressão baixa aumenta o consumo e pode acentuar o desgaste dos pneus perigosamente.

Verificar sua moto regularmente e prestar atenção à qualquer deficiência ou problema das peças do motor é o ideal. Com mais atenção, você pode diminuir bastante o desperdício de combustível!

CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER AO LAVAR A SUA MOTO

CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER AO LAVAR A SUA MOTO

Quem curte passar horas se aventurando em duas rodas, sejam em estradas pavimentadas ou em chão de terra e lama, sabe o quanto dá trabalho limpar a moto depois. São inúmeras peças que devemos tomar cuidado ao lavar para evitar qualquer tipo de maltrato com a companheira de aventuras.

Para começar, procure um lugar tranquilo e com sombra. Dê preferência aos produtos neutros, sem cheiro, e utilize a água em temperatura ambiente e com baixa pressão para que não danifique a pintura, faixas e adesivos.

Atenção! Lembre-se de vedar as entradas de ar e do escapamento pra não ter uma surpresa ruim quando terminar. Evite lavar a moto com o motor quente, isso faz com que o vapor expelido solte um cheiro desagradável.

Com o xampu neutro e pano macio (ou até uma camiseta velha), lave o tanque, assento, tampas laterais e para-lamas. Evite os jatos d’água nos cubos das rodas, interruptores, freios, painel de instrumentos, saída do escapamento e corrente de transmissão.

Para secar, o ideal é usar um equipamento de ar comprimido para tirar a água acumulada e impedir que algumas peças fiquem enferrujadas. Mas caso não tenha isso em casa, o pano macio entra em ação novamente. Seco, claro.

Quanto aos pneus, é bom evitar a utilização dos produtos chamados de “pretinhos”, apesar de serem bastante usados em pneus de carros e darem uma boa aparência a eles, com o tempo, nos pneus de motocicleta,  eles podem tirar um pouco da aderência e até provocar quedas já que o pneu se torna mais escorregadio.

Depois de lavada e seca, lubrifique a corrente de transmissão e os cabos do acelerador e da embreagem. Deixe o motor funcionando por alguns minutos. Caso saia para dar uma volta, cuidado nas primeiras frenagens, pois a eficiência dos freios é diferente quando molhados ou secos.